Amigos no Paraguai promovem ação solidária em prol da Irmandade Betânia

08/20/2019

 

No Paraguai existem comunidades de alemães que estabeleceram-se há mais de 100 anos e lá criaram pequenas cidades e vilas em toda a região norte do país, mais conhecida como Chaco. Esses alemães, especializaram-se na agricultura e pecuária e criaram um forte vínculo com a Irmandade Evangélica Betânia (IEB), que também possui raízes germânicas. 

 

Hoje, o grupo faz parte dos amigos da IEB que investe nos trabalhos sociais realizados pela instituição. “Tenho um carinho pela Irmandade. Quando eles têm algum projeto ou campanha sou avisada e por meio de  nossa parceria intermedio as ações. É um trabalho gratificante que eu amo poder colaborar”. Quem afirma isso, é Esther Wiens, que é uma das responsáveis por promover campanhas em prol da Irmandade.

 

Essa, não é primeira ação solidária que o grupo fez. Nesta edição de agosto eles convidaram representantes da Irmandade Betânia para marcar presença no evento e também compartilhar o quanto a instituição tem trabalhado em prol do desenvolvimento social em Curitiba e Colombo. A gestora de Mobilização de Recursos, Carolina Chueire, foi representar à IEB e conta que a experiência reforçou os vínculos com os amigos alemães, paraguaios e brasileiros e os incentivou a se engajarem mais nas ações e campanhas da Irmandade.

 

"Foi uma experiência muito rica, pois pude conhecer outra cultura e também mais de perto nossos amigos do Paraguai. São pessoas muito fiéis à Irmandade, que amam e se dedicam para nos abençoar e ser suporte de oração. Realizamos algumas visitas e duas reuniões que pude contar um pouco do que temos vivido”, compartilhar Carolina.

 

Ela também conta que mais de 80 pessoas participaram e mesmo com as baixas temperaturas o engajamento deles não diminuiu. “Eles organizaram uma sopa de galinha beneficente, levaram suas cadeiras, talheres, pratos, sobremesa e ainda nos abençoaram doando o valor arrecadado com a sopa. Também tive um espaço no culto de domingo da Iglesia Nueva Alianza, que expliquei para cerca de 100 pessoas sobre como a Irmandade atua, bem como seus projetos e unidades e nossa missão. Que Deus continue abençoando nossos queridos amigos do Paraguai!", conclui Carolina.

 

Como surgiu o vínculo entre Paraguai e Irmandade Betânia

 

Em 1850 começou a aportar no Paraguai as primeiras levas de colonos alemães católicos que vinham da Alemanha, Suíça, Brasil e Argentina principalmente para trabalhar na agricultura e pecuária na região do Chaco. Ao longo dos anos porém, estes primeiros imigrantes se misturaram à população local e migraram para outros países. Já nos anos de 1919 em diante, os alemães de fé menonita do Canadá começam a chegar no Paraguai devido sua política de tolerância religiosa com outras minorias. No mesmo período, o revolução socialista na Rússia eclode e perseguições aos grupos menonitas começam a crescer. Nesses anos aconteceram extorsões, prisões,  confiscos de terras e propriedades. Com isso, o Paraguai passou a figurar como um possível refúgio para os perseguidos. Simultaneamente, o governo paraguaio aprovou, em 1921, um decreto que concedia aos menonitas uma série de privilégios, que incluía desde liberação da prestação de serviço militar até autonomia administrativa e liberdade religiosa, além de lhes franquear a livre entrada de outros menonitas. 

 

Dessa forma o Paraguai torna-se um refúgio para milhares de alemães de fé menonita que viviam em território russo. Formou-se então uma forte comunidade em toda a região norte do país, que buscavam preservar sua cultura, crença e costumes.

 

A partir de 1930, as primeiras levas de diaconisas começam a sair da Alemanha e aportar no Brasil para trabalhar com os colonos alemães. Como compartilhavam da mesma cultura e havia uma proximidade entre os grupos, logo os alemães menonitas do Paraguai começam a também serem visados pelos missionários e diaconisas.

 

Dentre as diaconisas que chegaram para trabalhar com os menonitas está Marly Groun. Ela conta que inicialmente buscou servir ao próximo em terras brasileiras viu que os planos de Deus para ela eram diferentes. Era servir ao mais vulnerável em outro país, o Paraguai. 

 

Por conta de toda essa proximidade, os alemães menonitas do Paraguai criaram um forte vínculo com a Irmandade e passaram a tê-la como referência de entidade filantrópica a qual podem servir e colaborar. 

 

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