Personagem infantil fala da missão da Irmandade para crianças

08/21/2018

 

Quem olha para folders, agendas, campanhas e publicidade da Irmandade Betânia perceberá a presença de uma figura comum em várias delas, um homenzinho, de cabelos ruivos, sardinhas no rosto, camisa xadrez e um sorriso estampado em sua face. É o Diaconildo, um personagem criado em 2014 pela Irmandade que tem o objetivo de difundir para as crianças atendidas mais sobre diaconia e sobre os valores da instituição. Ele que foi usado como fantoche infantil pelas educadoras contava com a ajuda de um amigo, o Manoel, e agora recebe mais uma nova amiga que vem para compor o time de personagens, a Diaconilda.

 

Mas o quê significa diaconia? Em resumo, significa servir em amor e em excelência ao próximo, de maneira integral e Irmandade Betânia tem a diaconia como seu lema. No entanto, há uma necessidade de explicar tanto para as crianças, quanto para as famílias sobre o significado do termo e sua aplicação em contexto social. Para isso, foi criado o Diaconildo, um personagem que ajudaria crianças e adultos a entenderem o significado da expressão.

 

Eliza Winter, orientadora educacional da Escola Aldeia Betânia, conta que quando surgiu a ideia de se criar um personagem Diaconildo, seu objetivo inicial era alcançar as crianças das unidades educacionais da instituição. “Sentimos a necessidade de ter uma figura para explicar o que era diaconia para nossas crianças, foi então que criamos um personagem que pudesse ser uma figura que explicasse isso”, conta. Primeiro, criaram o personagem e depois, a artista Márcia d’Haese cuidou da parte artística (desenho) e deu ao Diaconildo o rostinho que se conhece hoje. “Eu faço parte da Rede de Amigos da Irmandade Evangélica Betânia e quando me encomendaram um desenho do Diaconildo fiz o meu melhor. A Irmandade pediu um desenho que lembrasse o missionário alemão que trouxe o movimento para o Brasil, eu fiz esse modelo e todos amaram o primeiro protótipo”, conta Márcia.

 

Personagem criado para explicar a diaconia às crianças

 

“Logo que começamos usar o personagem para falar com as crianças vimos a possibilidade de irmos mais a fundo com o Diaconildo. Logo estávamos apresentando-o para nossos associados e usando ele nas campanhas da nossa instituição”, conta Eliza. Assim, o Diaconildo se tornou não apenas uma figura usada em sala de aula, mas um representante da Irmandade Betânia para a comunidade.  

 

Gabriele Kumm, uma das diaconisas da Irmandade, vai frequentemente à Alemanha para levantar fundos para a continuidade dos trabalhos na instituição, para ela, a ideia de se ter um personagem infantil que pudesse falar de forma lúdica com as crianças sobre a missão e ao mesmo tempo representar a instituição era um grande passo. “O boneco do Diaconildo foi um sucesso e a irmã Gabriele viu a oportunidade de usar sua imagem para conversar com crianças de todas as faixas etárias”, lembra a coordenadora Eliza. Para isso, Gabriele foi para a Alemanha e lá comprou um fantoche igual ao Diaconildo criado pela artista Márcia. Ao voltar para o Brasil, as educadoras tinham à disposição mais ferramentas para dialogar com as crianças sobre o que é diaconia e a missão da IEB.

 

Samuel Jefferson, é aluno da Escola Aldeia Betânia na turma Delta A, lembra da época que passaram a usar a imagem do Diaconildo nas atividades e campanha, mas principalmente quando começaram a usar o fantoche representando o novo amigo. “A professora Eliza ficava com ele e fazia sua voz e ele era engraçado, falava de Deus, de amor, mas também sobre a preservação da natureza e sustentabilidade. Agora o Manoel era o mais engraçado”, conta.

 

Manoel, foi o segundo amigo usado como fantoche, também para reforçar na divulgação das mensagens de diaconia e claro, fazer a alegria das crianças. Sendo assim, por cerca de quatro anos os fantoches do Diaconildo e do Manoel foram amplamente usados pelas orientadoras para levarem atividades às crianças, tanto do Centro de Educação e Inclusão Social Betânia (CEISB), quanto da Escola Aldeia Betânia.

 

Famílias unidas na diaconia

No entanto, era necessário enfatizar o significado de diaconia também para as famílias, muitas não entendiam o significado do termo e tinham dificuldade em explicar às crianças dúvidas que levavam para casa. A resposta para a dificuldade de se falar sobre diaconia, no entanto, veio dos próprios pais dos alunos. Edna Dobb, mãe de ex-alunos na Escola Aldeia Betânia em 2016, conta que viu a oportunidade de ajudar à instituição por meio de um serviço singelo. E em uma das Festas das Famílias, ela se fantasiou de Diaconildo e fez uma apresentação explicando aos pais o que significava diaconia. “Quando eu vi a necessidade de ajudar não pensei duas vezes, criei uma roupa igual ao do Diaconildo e apresentei sobre a missão e diaconia para os pais na festa, foi muito bom”, lembra Edna Dobb.

 

“Realmente, foi uma apresentação linda e muitos pais compreenderam melhor o que é diaconia. Apresentamos juntas no evento e ela fez muito sucesso, teve até pessoas que pediam pra tirar foto com a Edna fantasiada de Diaconildo”, lembra Eliza. Após essa apresentação, alunos e famílias começavam a compreender a diaconia em sua essência e levavam esses valores consigo.

 

Perdas e desafios para novas gerações

 

Após anos de trabalhos com os fantoches e ilustrações do Diaconildo nas unidades educacionais. A Escola Aldeia Betânia sofreu uma perda que acabou por atrapalhar os trabalhos. A professora Maria Langohr, que fazia o boneco Manoel nas apresentações com fantoche faleceu devido a um câncer e não encontraram novas professoras que pudessem substituí-las nas apresentações. “Tentamos outras professoras, mas não deu certo e nós acabamos por deixar de trabalhar com as crianças com o Diaconildo e seu amigo”, conta Eliza. “A professora Maria fez muita falta, ela nunca ficava brava, as crianças gostavam muito dela e ela representando o Manoel era muito engraçado”, conta Júlia Domakonski, da turma Delta A.

 

Com os trabalhos com o Diaconildo parado, uma geração de crianças entrou na Escola Aldeia Betânia sem conhecer o querido fantoche alemão, que adorava servir a Deus e fazer as crianças sorrirem. “Apesar da perda e da pausa que fizemos na Escola Aldeia Betânia, no CEISB os trabalho com os fantoches e seu uso nas atividades com as crianças não parou e nós ficamos contentes, pois lá pudemos continuar reforçando nossos valores e missão”, conta Denise Lau, coordenadora de educação na Irmandade Betânia.

 

Segundo ela, no CEISB o fantoche do Diaconildo é usado nas aulas de educação cristã e nos cultos infantis realizados uma vez por mês. “Nossa missionária Ângela Celegatti vem toda semana e faz em cada sala uma atividade que envolve recreação, musicalização e claro, o uso do fantoche do Diaconildo. E uma vez por mês, culto infantil com os pequenos”, conta Denise.

 

Um reforço feminino na divulgação da mensagem de diaconia

 

No ano de 2017, a diaconisa Anne Steininger criou o Livro dos ODS para trabalhar com as crianças sobre o desenvolvimento sustentável e viu a necessidade de se ter uma personagem feminina e brasileira. Foi assim que surgiu a Diaconilda. Seu objetivo inicial é ser dupla do Diaconildo nas ilustrações de campanhas, vídeos institucionais, folders e fliers da instituição.

 

Ela, diferente do Diaconildo, foi criada para ser bem brasileira e carregar consigo características do país tropical, o que permite às crianças uma identificação pessoal com a personagem. “A Diaconilda traz consigo a beleza do povo brasileiro e queremos que essa imagem fique fixado também na Irmandade Betânia. Queremos que quando alguém olhe para nós veja a si mesmo e não pessoas diferentes de si”, conta Anne Steininger.

 

 

 

 

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