Educadores paraguaios visitam a Irmandade Betânia

09/29/2017

 

Nos últimos anos a Irmandade Betânia tem ganhado visibilidade em Curitiba na área da educação. A instituição tem se destacado pelo trabalho e inovação, na última semana de setembro recebeu uma equipe de educadores do Paraguai que vieram das colônias menonitas para acompanhar o serviço realizado pela Irmandade.  

 

Marly Gruhn, é diaconisa na cidade de Filadélfia, região do Chaco do Paraguai, e conta que durante sua juventude, dedicou-se a missões e desde então tem feito vários trabalhos por todo o país. Sua visita à Irmandade tem por objetivo de agregar conhecimento na área da educação. “Sou pedagoga e também diaconisa, mas por vários anos fiz missões pelo Paraguai. Hoje, procuro acompanhar o trabalho de instituições confessionais que também prezam pela excelência”, conta.

 

Escolas Paraguaias sofrem com professores sem formação

 

Outros dois visitantes são o casal; Naivo Übermaier e Patrícia Übermaier, ambos são educadores em escolas na cidade de Filadélfia. Eles vieram a convite de Marly para conhecer não só o trabalho exercido pela Irmandade, mas como a própria estrutura da instituição.    

 

“É a primeira vez que eu e minha esposa viemos à Irmandade. Nossa primeira reação foi de surpresa, esperávamos encontrar uma instituição com uma longa história de trabalho e organização, mas o que vimos foi além do que imaginávamos. Vimos profissionalismo, excelência no trabalho e amor a Deus”, afirma Naivo, que é professor e diretor de um colégio em sua cidade.

 

Para Patrícia, o que chamou sua atenção foi o grau de profissionalismo tanto dos professores da Escola Aldeia Betânia quanto do Centro de Educação e Inclusão Social Betânia. “Lá no Paraguai fazemos tudo de forma improvisada e com pouca formação acadêmica, aqui ao contrário, tudo é muito profissional. Fiquei surpresa ao saber que todas as professoras têm que ter alguma graduação”, diz.

 

Espiritualidade no ambiente de trabalho

 

Uma das características marcantes da instituição segundo Naivo e Patrícia é a espiritualidade dos professores não só na relação com os alunos, mas também com as famílias dos estudantes. A Irmandade é uma instituição que preza pelo temor a Deus, mas é aberta às diferenças religiosas e seus professores, transparecem os valores humanos no tratamento das crianças.

 

“Infelizmente, não temos esse tipo de sentimento em nossos profissionais e acaba resultando em professores que se dizem cristãos, mas não tem amor ao próximo, nem se compadecem pelo mais fraco. Temos vários professores desmotivados e individualistas”, lamenta Patricia.

 

A diaconisa Marly porém, fala que um dos seus desafios é trabalhar com as crianças e com as famílias delas. “Muitas vem de contexto conturbado e lares desestruturados, nesse caso precisamos fazer um trabalho intenso, social e bem próximo”, explica Marly, que faz visitas a várias famílias todos os dias, parte do seu trabalho é acompanhar como vai a situação dos pais. “Outra tarefa que faço durante as visitas é evangelizar aquelas pessoas e levar um pouco de esperança para elas, isso a longo prazo gera transformação de vidas”, conta.

 

 

Quebrando barreiras culturais

 

O trio de amigos e educadores observaram ao máximo os detalhes da instituição e levarão para casa várias observações que colocaram em prática lá. Os desafios para eles são grandes, pois além da dificuldade econômica do país (o mais pobre da América do Sul), há também algumas barreiras culturais que precisam ser quebradas.

 

No Paraguai, existe uma comunidade menonita de origem alemã, são cerca de 40 a 60 mil integrantes e são fáceis de serem reconhecidos devido seu tom de pele (claro), cabelos loiros e vestimentas. Eles, em sua maioria vivem em comunidades agrícolas e também fechadas aos nativos do local.

 

“Nós temos uma escola que é privada e é para quem pode pagar ou para os filhos da colônia (menonita). Temos também uma escola que é aberta a todos os paraguaios nativos e que não podem pagar”, afirma Marly. O objetivo da instituição é profissionalizar essas escolas e torná-las agora, um referencial na região que preza pela educação de qualidade e diversidade do país.  



 

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